segunda-feira, 22 de julho de 2013



RELATOS DE UM TEMPO DE DOR...

No meu diário gravei as dores que sua ausência me causou.
A distância que me matava um pouquinho a cada dia.
Meu peito sangrava a cada palavra que eu lá escrevia.
Ferido por um espinho profundamente enfiado meu ser sofria.
Cada vez ele chegava mais no fundo.
Tive um pesar profundo.
Tinha febres, delírios.
Busquei alcançá-lo só com a força de meu amor.
E não bastava.
Eu não o alcançava.
Eu podia arrancá-las todas.
As páginas borradas com minhas lágrimas.
Eu podia esquecer que as tinha escrito,
Mas como se elas
estavam também gravadas em min’alma?
Nas minhas recordações.
Nas noites mal dormidas.
No amanhecer que mal despontava e me pegava caminhando.
Cada vulto era um pouco de você que me chegava.
E você não vinha.
Tantas promessas me tinha feito.
Era tudo uma fantasia.
Utopia da minha mente prodigiosa.
Quis contar em verso e prosa de meu amor...
E doeu...
As palavras no diário parecem ter sido escritos por outra pessoa... não eu...


sonia delsin 

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